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Progressistas — jornalismo independente português

Uma praça de gente madura

Zeca Afonso canta «uma praça cheia de gente madura» que vê um homem atravessar a noite sozinho e não lhe estende a mão. Mas nas últimas semanas, vemos algo de diferente nas praças das cidades: cada vez mais pessoas que, unidas e solidárias, atravessam «a noite de breu» pela defesa coletiva do direito mais básico: uma casa para viver. 

27.10.2026 Nurin Mirzan Opinião

Feito de palha

Não é profissional um agente de segurança que invoca o cumprimento da lei e é o primeiro a desrespeitá-la, porque não respeita os requisitos da própria lei; não é equilibrado aquele que agride e ataca quem deve defender; não é razoável quem interpreta o texto da lei conforme lhe dá jeito para justificar as injustificadas cargas.

27.10.2026 Paulo Jorge Pereira Opinião

Lula venceu. E agora?

O bolsonarismo precisa ser isolado e isso exige que todos os campos democráticos, da esquerda à direita, estejam fortalecidos.

Vânia Couto: «Sinto a esperança de ver o povo a acordar»

Em palco, a reger o Coro das Mulheres da Fábrica, Vânia Couto é gigante. E, num contexto de manifestações contra a crise e pelo direito à habitação, cantar é um modo de tomar posição contra injustiças como as intervenções policiais no Porto e em Lisboa.

20.10.2026 Paulo Jorge Pereira Entrevista

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Entre Pedro Duarte, Luís Neves e o Governo, há uma espécie de alucinação coletiva

Em vez de assumir as suas responsabilidades em matéria de habitação, e concertar um debate nacional alargado para discutir soluções de habitação, urbanismo e mobilidade, o Governo optou por procurar dividir a sociedade, apontando o dedo aos manifestantes, e chamando egoístas aos milhares de cidadãos que têm protestado por um futuro que lhes foi negado, reivindicando o direito à habitação.

29.10.2026 Leonardo Soares Opinião

Escondidos atrás de bastões

É mais do que tempo para sermos bem claros: os montenegros, os neves, os soares a começar por hugo, os duartes que começam por pedro e outros afins, não nos representam. Vivem ocupados com os seus interesses, com as suas vidinhas, com os seus poderzinhos.

25.10.2026 Paulo Jorge Pereira Opinião

Portugal, nem sei bem por onde começar...

Procuram-se culpados, enumeram-se causas, criam-se narrativas e desconstroem-se militâncias. Tudo por um direito consagrado na Constituição. Isto não é sobre alguns. É sobre todos nós. Comportem-se e deem abrigo a quem, apesar de ser diferente de vocês, é também parte daquilo que vocês são.

20.10.2026 Jorge Dias Opinião

O bastão não (a)paga a caução

Miranda Sarmento, ministro das finanças, alega ter «muita dificuldade em perceber como é que, ao fixar-se o limite da renda moderada em 2300 €, isso pode contribuir para aumentar as rendas». Ou é ironia ou vive num universo paralelo, sem noção da realidade do país que governa.

28.10.2026 Rafaela Lacerda Opinião

A acampada de Montenegro ou a ocupação da democracia para especulação

Quando os políticos que estão a trabalhar a lei do arrendamento detêm em conjunto mais de mil imóveis e o Primeiro-Ministro possui dezenas (efectivamente e em potência), através da aquisição de terrenos rústicos a preço de saldo para serem reclassificados como urbanos via lei dos solos criada com esse único fim e não para resolver o problema da habitação, a exigência da sua demissão deve ser apenas o ponto de partida.

21.10.2026 Hugo Filipe Lopes aka Cöbramor Opinião

Os irresponsáveis entre nós

Quando partidos, financiadores e imprensa subestimam a determinação de quem tem o poder, acreditam que é possível controlar o incontrolável e se aliam ao autoritarismo para atingir seus objetivos, quando a política deixa de ser o lugar do equilíbrio e cede à arrogância tecnocrática, aos interesses privados ou às rivalidades egocêntricas, é quando as democracias morrem.

07.10.2026 Osvaldo Alvarenga Artigo

A não-gestação da Licença Parental

Deixem-me repetir isto devagar, para que o absurdo assente: um país conseguiu recolher 52 mil assinaturas, em menos de 60 dias, aprovar uma lei na generalidade, ouvir quatro entidades diferentes e sobreviver a uma prorrogação de 90 dias, tudo isso, e chegou ao dia da votação sem uma folha de Excel. É de génio.

22.09.2026 Beatriz Vasconcelos Opinião