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Progressistas — jornalismo independente português
Riscos climáticos: entre o que sabemos e o que fazemos
A evidência acumulada ao longo das últimas décadas não deixa margem para dúvidas: o risco climático deixou de ser uma ameaça futura para se tornar uma realidade presente. Portugal tem conhecimento, estratégia e exemplos positivos. O desafio está agora na consistência, na transformação de planos em ação e da antecipação em prioridade.
Amália IA: Tudo isto é fado?
Talvez o que mais incomode no Amália não seja o que faz, mas o que dispensa. Dispensa o debate sobre a transferência. Dispensa os sindicatos dos médicos, dos professores, dos juristas, dos jornalistas, enfim, das profissões que vai mediar. Dispensa, no fundo, o gesto público de assumir que se está a delegar.
Francisco Ferreira e a «febre» dos centros de dados: «Estou moderadamente preocupado»
O presidente da ZERO, uma das maiores ONG ambientais do país, fala sobre a moda em torno da IA e dos centros de dados ou como nos adaptarmos a ondas de calor. E ainda analisa a qualidade do ar para políticas ambientais no Parlamento, onde «já se respirou melhor».
Esta praia não é para a gandaia: Arrábida, Comporta e Algarve
Uma reflexão sobre a tentativa de privatizar cinco praias da Arrábida e a comodificação dos espaços públicos, já mais próximos de «um Rock in Rio a dois tempos» que de um espaço livre e partilhado.
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Semear rosas também exige terra — Orobroy
A cultura cigana, aplaudida quando aparece em palco, continua a ser recebida com suspeição quando aparece à porta da escola, da repartição pública, da entrevista de emprego. Não se trata de exigir integração, mas de perceber que integração sem inclusão é presença sem pertença – um corpo dentro da sala sem voz na decisão.
Poesia de uma Palestina devastada (pré-publicação)
La Fête de la musique e a pálida inquietação europeia
Em França, a festa de um grande dia inclusivo, em que todos os que vierem por bem são bem-vindos (como cantava o Zeca). Pela Europa e na Arrábida, inquietação.
Do silêncio ao orgulho de quem foi e quem amou
Também em Portugal o caminho está longe de ser concluído. Conhecemos avanços históricos: a descriminalização em 1982, o casamento igualitário em 2010, a lei de identidade de género em 2018. Mas o preconceito não desapareceu. Em 2024, registaram-se 421 crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência, o valor mais alto de que há registo, num aumento de mais de 200% em apenas cinco anos. Esses números incluem mas não se limitam à homofobia e à transfobia.
A importância da descolonização mental
Embora se tenha libertado a população da ditadura, mantém-se um cordão umbilical do saudosismo imperialista, uma concepção social dos «heróis-do-mar», conquistadores expansionistas que levaram a civilização ocidental e o cristianismo ao longo do globo. Algo que, imediatamente na sua premissa, desumaniza os povos que foram invadidos, violentados, escravizados e vendidos como mercadoria durante o período dos «descobrimentos» e comércio transatlântico de escravos.
Entre cerveja, limão, Deus e o burnout: a tarde atribulada de Byung-Chul Han no Porto
Num jardim bem aromático do Porto, Byung-Chul Han tirou a tarde para desafiar Nietzsche, a liberdade, a sustentabilidade e alguns médicos. E, quem sabe, talvez saia do Porto com inspiração para escrever «A Sociedade da Incompetência».
Se queres democracia na energia, o género importa
Nas comunidades de energia, as mulheres continuam afastadas da adesão e das tomadas de decisão. Mais de 70% dos membros são do sexo masculino. Como é que as comunidades de energia podem dar a volta, ser mais inclusivas e crescer com a maior igualdade?
Um Mundial feudal num relvado sempre inclinado
«Não é não» é sim. Também à corrupção?
Proibir as redes sociais para menores: Remédio ou solução provisória?
Vários países, dentro e fora da Europa, estão a ponderar se devem proibir os menores de aceder às redes sociais. Estas restrições resolvem o problema? Os especialistas divergem.
Polanski, Mamdani e os Outros: Está na hora do populismo económico de esquerda?
Reino Unido, Nova Iorque e Alemanha contam uma história de polarização: desapontados com o consenso centrista, os eleitores procuram alternativas à política do costume. Será esta a chave dos progressistas?
Yolanda Díaz: «A contrarreforma laboral usa a flexibilidade para disfarçar a precariedade»
«A contrarreforma laboral não é um exclusivo português e usa o eufemismo da flexibilidade para disfarçar a precariedade. Peço que se mobilizem e não permitam que seja aprovada», diz Yolanda Díaz, vice-presidente e ministra do Trabalho e Economia Social de Espanha.